Nessa foto vocês podem ver a farinha Uarini, é bem grossa.
Essa é a foto do jambu, in natura, tirada do site do Diego, Think Food

Oi gente, o post de hoje é para o meu filho, Zé Ricardo, ele faz aniversário hoje, e esse é um dos seus pratos preferidos. Quem nunca provou Tucupi, estranha muito, é um caldo tirado da mandioca, bastante ácido, eu não sei fazer o procedimento e muito menos explicar, mas é uma comida indígena, eu só sei que quem prova uma vez não gosta muito, mas nas outras tentativas fica "viciado", é verdade, o caldo faz você salivar, é engraçado.
Mas eu não poderia deixar de falar da blogueira Copê Gourmet, que já havia me pedido para postar essa receita que na verdade é muito simples.
Ingredientes:
Ingredientes:
1 pato
1 cebola
2 dentes de alho
Vinho branco
Folhas de louro
Limão
Pimenta do reino
2 litros de tucupi
2 maços de jambú fresco ou congelado
Arroz e farinha do Uarini para acompanhar, ah! e uma boa pimenta.
Corte o pato em pedaços, depois pique a cebola esprema os alhos misture o resto dos ingredientes, e tempere o pato, as vezes coloco até os tomatinhos picados,(mas você pode temperar a seu gosto, mas nada de temperos muito fortes, não vai combinar com o tucupi) misture tudo muito bem e deixe tomar gosto, melhor seria de um dia para o outro, depois disso leva o pato para assar, e reserve.
2 litros de Tucupi temperado (servem bem 4 pessoas)
Corte o pato em pedaços, depois pique a cebola esprema os alhos misture o resto dos ingredientes, e tempere o pato, as vezes coloco até os tomatinhos picados,(mas você pode temperar a seu gosto, mas nada de temperos muito fortes, não vai combinar com o tucupi) misture tudo muito bem e deixe tomar gosto, melhor seria de um dia para o outro, depois disso leva o pato para assar, e reserve.
2 litros de Tucupi temperado (servem bem 4 pessoas)
O tucupi você já compra o caldo temperado (com chicória da Amazônia, sal, alho e açúcar) é melhor se você encontrar um bom fornecedor, (aqui no Rio eu compro em lojas que já falei antes, que vendem produtos do Norte), essa chicória é bem diferente dessa encontrada por aqui, o sabor e cheiro me lembram bem coentro, é bem típico de lá do Norte. Eu já tentei plantar por aqui mas não deu certo.
Bem vamos continuar, você coloca os 2 litros do tucupi de preferência numa panela que não seja de alumínio, pode ser inox, ágata, antiaderente. Leva para ferver por uns 30 minutos em fogo baixo, prove para ver se precisa de mais açúcar, desligue e reserve.
Agora o jambú, você separa os galhinhos , limpa e lava, depois escorre e dá uma abafada na panela, que nem se faz com o espinafre. Reserve.
Agora o jambú, você separa os galhinhos , limpa e lava, depois escorre e dá uma abafada na panela, que nem se faz com o espinafre. Reserve.
Agora na panela que está o tucupi, junte o pato assado, e cozinhe por mais 10 minutos, verifique o sal e junte o jambú, cozinhe por mais uns 5 minutos e sirva, acompanhado de arroz branco e a farinha, que na verdade faço uma farofa.
Aqui vou deixar para vocês um pouco sobre essa plantinha tão cheia de histórias e que fez parte da minha infância. Texto copiado do site do Diego Think Food que explica tão bem sobre o assunto, obrigada Diego, eu só acrescentei que nós amazonenses também consumimos.
"Essa semana fui apresentado à uma nova planta de uso gastronomico a qual até então ignorava completamente a existência.E que ignorância a minha, como pude ter vivido esses 20 anos sem comer jambú???O sabor é um tanto quanto intrigante, lembra um agrião, com uma ardência bem sutil, o grande barato da planta é no entanto uma propriedade sensorial peculiar que causa nas papilas gustativas, ao ser mastigada, uma espécie de anestesia local bem leve, a sensação é incrível, inesperada.Essa propriedade “anestesica” se perde quando a planta é exposta à cocção. Pesquisando a respeito do jambú, fiquei sabendo de coisas um tanto quanto curiosas a respeito. A planta é nativa da região amazônica, produzida e consumida em maior escala pelos paraenses, e amazonenses em pratos como tacacá e em outras preparações típicas da região.Uns tempos atrás, a NATURA, com aquela campanha publicitaria de “desenvolvimento sustentável” foi até o Pará e ajudou por um tempo as comunidades locais enquanto elas “davam as dicas de como cultivar a espécie. Na posse das informações, eles simplesmente os abandonaram. Investiram em pequenos produtores do interior de São Paulo pra fazerem o cultivo da planta… E então lançaram a linha de cosmético que usa como base um óleo retirado do jambu (o spilanthol). O mundo é MESMO nos espertos….A NATURA e seus fornecedores estão pagando licença pelo uso das variedades desenvolvidas pelos pequenos agricultores paraenses?????
O pior é que existem processos de pedido de PATENTE do jambú na Inglaterra, Japão e USA….. é mole??? querem roubar nossa planta!!!!
Enfim, COMAM MAIS JAMBÚ.
Eu faria uma salada com jambú, pera, abacaxi, e um vinagrete com mostarda e mel, bem basicão, o show fica por conta da sensação anestesica… "